Suspeita de Newcastle deve ser notificada; veja como agir
Mortalidade repentina e sinais neurológicos ou respiratórios exigem contato com o serviço veterinário oficial; caso sem sintomas reforça a vigilância.

O terceiro foco da doença de Newcastle em Santa Catarina foi detectado em uma granja cujas aves não apresentavam sintomas. A descoberta ocorreu durante a vigilância em Nova Erechim. O caso mostra que a ausência de sinais visíveis não elimina a necessidade de inspeção e controle.
A doença tem notificação obrigatória. Produtores, veterinários e qualquer pessoa podem comunicar suspeitas ao Serviço Veterinário Oficial (SVO). O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) também oferece o canal eletrônico e-SISBRAVET em sua página sobre a doença.
Sinais exigem investigação, não autodiagnóstico
Mortalidade repentina de aves é um dos critérios de notificação. O rastreamento também considera sintomas neurológicos, respiratórios ou digestivos. Em aves silvestres, a recomendação vale para mortalidade acima do normal e sem causa conhecida.
Esses sinais não confirmam Newcastle por conta própria. O serviço oficial avalia a suspeita e decide sobre coleta de amostras e diagnóstico laboratorial. O produtor não deve esperar um quadro completo nem tentar concluir a causa sozinho.
Notificação começa por sinais objetivos Orientações do programa oficial de vigilância
| Situação | Conduta recomendada |
|---|---|
| Mortalidade repentina de aves | Comunicar imediatamente ao SVO |
| Sinais neurológicos, respiratórios ou digestivos | Relatar a suspeita para avaliação oficial |
| Suspeita considerada provável | Coleta oficial de amostras e investigação epidemiológica |
| Propriedade sob investigação provável | Manter interdição até conclusão e laudo negativo |
Fonte: Programa Nacional de Sanidade Avícola, na página do Mapa. Diagnóstico depende do serviço oficial.
Quando uma suspeita é caracterizada como provável, a propriedade permanece interditada até a conclusão da investigação e a emissão de laudo laboratorial negativo. A interdição não é opção do produtor. É parte do protocolo para conter uma possível disseminação.
Biosseguridade reduz a entrada do vírus
O Mapa informa que a principal forma de propagação ocorre por aerossóis de aves infectadas ou produtos contaminados. Aerossóis são pequenas partículas suspensas no ar. Roedores, insetos e artrópodes também podem contribuir para a disseminação.
Limitar o contato das aves domésticas com outras aves é a principal medida de mitigação indicada pelo ministério. A orientação vale para grandes granjas e pequenas criações. Controle de acesso, limpeza e manejo devem seguir os procedimentos oficiais da propriedade.
As quatro barreiras sanitárias instaladas em Santa Catarina fiscalizam e desinfetam veículos. A medida mostra por que circulação de pessoas e materiais importa. Áreas sob restrição exigem cumprimento das regras de movimentação definidas pelas autoridades.
Vigilância ativa e passiva se complementam
A vigilância passiva começa com a notificação de produtores, veterinários ou qualquer cidadão. A vigilância ativa reúne inspeções e coletas planejadas em estabelecimentos e populações de aves. O foco de Nova Erechim foi encontrado durante essa ação intensificada.
Entre 20 e 26 de outubro, a operação catarinense vistoriou 133 propriedades comerciais e 551 de subsistência. Foram 684 locais em sete dias. A maioria das visitas, cerca de 81%, ocorreu em criações de subsistência, o que reforça a necessidade de orientação fora da produção industrial.
O consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial continua seguro, segundo o Mapa. A doença não deve ser usada para espalhar alarme alimentar. O trabalho principal é sanitário: notificar cedo, permitir a investigação e cumprir as restrições.
O que diz o Mapa: O programa de vigilância determina atendimento imediato a notificações de mortalidade repentina e de sintomas compatíveis. O ministério mantém o e-SISBRAVET como canal eletrônico e orienta medidas de biosseguridade para limitar o contato entre aves.
O produtor deve guardar os canais da unidade veterinária local e consultar a página oficial do Mapa. Em Santa Catarina, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola do estado coordena as ações com o governo federal. A rapidez na comunicação protege a própria criação e as propriedades vizinhas.
Como fizemos: Reunimos os procedimentos do Programa Nacional de Sanidade Avícola e as informações do novo foco, acessados em 28/10/2026. Somamos as propriedades vistoriadas e calculamos a participação das criações de subsistência. O texto oferece orientação geral e não substitui as determinações do SVO para cada propriedade.
Fontes
- Doença de Newcastle: vigilância e notificação — Ministério da Agricultura (acesso em 28/10/2026)
- Mapa confirma foco em Nova Erechim — Ministério da Agricultura (acesso em 28/10/2026)
- Terceiro foco e ampliação da vigilância — G1 (acesso em 28/10/2026)
- Avicultura em Santa Helena — Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0) (acesso em 28/10/2026)

