Gasolina e diesel caem R$ 0,01; Norte tem maiores médias
ANP registra gasolina a R$ 6,48 e diesel S10 a R$ 7,31; diferenças regionais chegam a R$ 0,52 e R$ 0,28 por litro no país.

A gasolina comum e o diesel S10 perderam R$ 0,01 por litro na média nacional na semana de 25 a 31 de outubro. A gasolina passou de R$ 6,49 para R$ 6,48. O diesel S10 caiu de R$ 7,32 para R$ 7,31.
Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), atualizados em 3 de novembro. A pesquisa reuniu 4.560 postos na gasolina e 3.186 no diesel S10. Média nacional não é preço obrigatório nem cotação de cada revendedor.
Regiões têm diferenças maiores
A gasolina variou de R$ 6,34 no Sul a R$ 6,86 no Norte. São R$ 0,52 por litro de diferença. O S10 foi de R$ 7,19 no Sudeste a R$ 7,47 no Norte, diferença de R$ 0,28.
Norte tem as médias mais altas nos dois combustíveis Preço médio de revenda de 25 a 31 de outubro de 2026, em R$ por litro
| Região | Gasolina comum | Diesel S10 |
|---|---|---|
| Brasil | 6,48 | 7,31 |
| Norte | 6,86 | 7,47 |
| Nordeste | 6,69 | 7,41 |
| Centro-Oeste | 6,41 | 7,40 |
| Sudeste | 6,39 | 7,19 |
| Sul | 6,34 | 7,26 |
Fonte: ANP. As médias usam postos e amostras diferentes por produto e região.
Na semana anterior, os extremos também estavam no Norte. A gasolina estava a R$ 6,90 na região e o diesel S10, a R$ 7,50. Os dois recuaram R$ 0,04 e R$ 0,03, respectivamente.
Pouco na semana, muito na rota
A queda nacional de um centavo reduz R$ 0,50 no abastecimento de 50 litros. É uma mudança pequena para o produtor ou caminhoneiro. A distância regional pesa mais no orçamento.
Em 200 litros de diesel S10, a diferença entre as médias do Norte e do Sudeste chega a R$ 56. O cálculo não representa o preço de uma compra real. Mostra por que frete e abastecimento precisam considerar a praça.
O S10 tem menor teor de enxofre que o diesel comum, chamado S500. Essa especificação atende exigências de motores e controle de emissões. A ANP informa os produtos separadamente.
O levantamento também oferece mínimo, máximo e número de postos por município. Esses dados ajudam a evitar comparações entre cidades com amostras muito diferentes. A planilha por posto permite conferir o valor praticado no itinerário.
Para planejar, o primeiro passo é consultar o município, não apenas a região. Depois, vale comparar postos na rota e a data da pesquisa. A semana analisada já terminou, e novos preços podem entrar nas bombas.
O que diz a ANP: A agência apresenta o Levantamento de Preços de Combustíveis como pesquisa semanal com médias nacionais, regionais, estaduais e municipais. Também publica preços por posto, permitindo verificar variações locais e o tamanho da amostra.
A próxima pesquisa indicará se a pequena queda nacional continuará. Para o interior, a diferença geográfica segue sendo o dado mais relevante. O custo logístico não se resume ao movimento da média brasileira.
Como fizemos: Comparamos as planilhas da ANP das semanas de 18 a 24 e de 25 a 31/10/2026, acessadas em 6/11. Calculamos diferenças regionais e os valores de 50 e 200 litros multiplicando preço por volume. Não tratamos médias como oferta, piso ou teto de preço.
Fontes
- Resumo semanal de 25 a 31 de outubro — ANP (XLSX) (acesso em 06/11/2026)
- Resumo semanal de 18 a 24 de outubro — ANP (XLSX) (acesso em 06/11/2026)
- Levantamento de Preços de Combustíveis — ANP (acesso em 06/11/2026)
- Posto flutuante em Manaus — Wikimedia Commons (CC0) (acesso em 06/11/2026)


