Nove equipes vigiam criações num raio de 10 km do foco em SC
A Cidasc visita granjas comerciais e criações de subsistência perto de Nova Itaberaba; suspeitas de doença devem ser notificadas de imediato.

Nove equipes de veterinários da Cidasc, a agência de sanidade animal de Santa Catarina, visitam criações num raio de 10 km da granja com foco de doença de Newcastle, em Nova Itaberaba. As visitas alcançam granjas comerciais e criações de subsistência, segundo a agência. Quem cria aves na região precisa saber o que já está em curso e o que ainda não foi definido.
A doença de Newcastle é uma infecção viral que atinge aves domésticas e silvestres. O foco foi confirmado no domingo (18) e anunciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na segunda-feira (19). A granja tinha cerca de 6 mil perus, e as aves não apresentavam sintomas, mas exames detectaram o vírus.
A granja foi interditada. A Cidasc descreve o procedimento como “sacrifício sanitário das aves” e informou que os dois galpões foram esvaziados em 19 e 20 de outubro.
Quem está na área de vigilância
Segundo o Mapa, a área de restrição sanitária inclui, além de Nova Itaberaba, os municípios de Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias. A Cidasc descreve a vigilância em propriedades rurais num raio de até 10 km. Não encontramos lista pública das propriedades que serão visitadas. Cada uma das nove equipes tem pelo menos um médico-veterinário, segundo a Cidasc. Fora do raio de 10 km, as fontes consultadas não citam visitas nem restrições.
Números do foco e da vigilância em Nova Itaberaba Dados divulgados entre 19 e 21 de outubro de 2026
| Item | Número |
|---|---|
| Perus na granja com foco | 6 mil |
| Granjas comerciais na área acompanhada | 133 |
| Raio de vigilância em torno da granja | 10 km |
| Ciclos de acompanhamento de 21 dias | 2 (42 dias) |
| Prazo, pela regra atual, para recuperar o status de livre | 90 dias |
Fonte: Cidasc; Mapa, via SBT News e DGABC. Elaboração: redação.
O que observar e notificar
A Cidasc lista sinais que merecem atenção: crista e barbela inchadas e roxas, corrimento no nariz e nos olhos, diarreia, torcicolo, falta de apetite e queda na postura. Também vale observar menor consumo de água e de ração.
Suspeitas com sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita devem ser comunicadas de imediato. O produtor pode procurar o escritório local da Cidasc ou notificar pelo sistema e-Sisbravet.
Para as pessoas, o risco é baixo. O contato direto com aves contaminadas pode causar conjuntivite, segundo a Cidasc. A carne e os ovos de estabelecimentos com inspeção sanitária são seguros para consumo, segundo o Mapa e a Cidasc.
O que diz a Cidasc: Em nota de 21 de outubro, a agência afirmou: “Foram priorizadas as propriedades mais próximas e com previsão de entrega de aves para abate em breve”. Segundo o texto, a carne e os ovos de estabelecimentos com inspeção seguem seguros para consumo.
O que ainda não foi divulgado
Nas fontes consultadas, não encontramos declaração de emergência zoossanitária para Santa Catarina. A Cidasc informou a suspensão da movimentação de aves na granja com foco, mas não publicou regra geral de trânsito de aves na região.
A Cidasc também publicou a Nota Técnica 001/2026, que reforça as medidas de biosseguridade nas granjas. O texto completo da nota não estava disponível nas páginas consultadas.
O que vem a seguir
Segundo o SBT News, o acompanhamento terá dois ciclos de 21 dias, ou 42 dias de vigilância. Pelas regras atuais, o país leva 90 dias para recuperar a condição de livre da doença. O governo pediu à OMSA que esse prazo seja reduzido, mas a mudança ainda não foi aprovada.
Para quem cria aves na área, o período de vigilância concentra a atenção. Até agora, as fontes consultadas tratam de um único foco, sem outros municípios com casos.
Como fizemos: Usamos as duas notas da Cidasc, de 19 e 21/10/2026, e o comunicado do Mapa, reproduzido pelo Poder360, acessados em 21/10/2026. Os 42 dias somam dois ciclos de 21 dias, segundo o SBT News. A Cidasc não divulgou o número de propriedades a visitar nem um mapa da área, por isso não estimamos quantas criações estão no raio. Este texto não trata de preços, de exportações nem de dados de emprego.
Fontes
- Santa Catarina confirma foco de doença de Newcastle em aviário de Nova Itaberaba — Cidasc (19/10/2026)
- Medidas sanitárias já foram aplicadas em granja com foco de Doença de Newcastle em Nova Itaberaba — Cidasc (21/10/2026)
- Ministério da Agricultura confirma foco de doença de Newcastle em SC — Poder360
- Doença de Newcastle: governo confirma foco em granja de SC — SBT News
- Granja com foco de Newcastle em SC tem 6 mil perus e nenhuma ave saiu, diz ministro — DGABC



