Clima e tempo

Inmet usa três cores de aviso, e cada uma pede uma resposta diferente

O Inmet classifica seus avisos em amarelo, laranja e vermelho; veja o que cada cor significa, quais fenômenos cobre e como o produtor pode reagir.

Estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no campus da UFRN, em Natal (RN)
Estação do Inmet instalada no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal, fotografada em 2021.Foto: Marcos Elias de Oliveira Júnior / Wikimedia Commons (CC0)

Para terça-feira (28) de abril de 2026, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois avisos de geada para o Sul do país. Um era laranja, que indica perigo. O outro era amarelo, que indica perigo potencial, segundo o Olhar Digital.

A cor é a primeira informação que o produtor deve ler. Ela mostra o nível de risco previsto, e não o tamanho do dano. Entender essa escala evita tratar um aviso comum como emergência, ou o contrário.

Três cores, três níveis de risco

O Inmet classifica seus avisos em três níveis. O amarelo significa “perigo potencial”. O laranja significa “perigo”. O vermelho significa “grande perigo”, o nível mais alto.

Os avisos do Inmet cobrem chuvas intensas, tempestades, vendavais, baixa umidade do ar e ondas de calor, segundo o instituto.

Cada cor tem critérios de chuva, vento e temperatura. As reportagens citam valores diferentes para os mesmos níveis, por isso este texto não repete números. O critério oficial está no site do Inmet.

Aviso não é a mesma coisa que alerta

Pelo Inmet, o aviso é a previsão de fenômenos de tempo severo. O alerta é emitido pelos órgãos de Proteção e Defesa Civil, que consideram o risco e as condições de cada localidade.

O Defesa Civil Alerta chega por cell broadcast, uma mensagem enviada pela antena da operadora. Não exige cadastro. A Defesa Civil aciona as operadoras, que avisam todos os celulares conectados às antenas da área afetada. O sistema ainda está sendo implantado aos poucos e não cobre todo o país.

O segundo canal é o SMS para o número 40199, que exige cadastro. Envie só o Código de Endereçamento Postal (CEP), sem pontos ou traços, e espere a confirmação. Para sair, envie “SAIR” seguido do CEP. A Defesa Civil recomenda o cadastro por SMS.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, monitora 24 horas por dia as áreas de risco de municípios vulneráveis. As fontes consultadas não o descrevem como canal de envio ao celular. Sua função é monitorar e repassar informações aos órgãos competentes.

O que o produtor pode fazer

O aviso dá tempo, e tempo é o recurso mais útil no campo. Quem recebe um aviso laranja com antecedência pode recolher animais e guardar máquinas antes do vento ou da chuva.

Se a perda acontecer, a documentação pesa. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Faemg, a federação da agricultura de Minas Gerais, o produtor deve pedir a um profissional um laudo técnico. O documento registra como o granizo ou o vento atingiu a lavoura, e dá acesso ao seguro rural.

Quem tem crédito de custeio, o empréstimo para pagar insumos da safra, deve checar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Segundo a Caixa, é um programa federal que libera o produtor de dívidas quando eventos climáticos derrubam a receita da lavoura. Vale perguntar ao banco o prazo para comunicar a perda.

O que diz o Inmet: O instituto informa que emite avisos sobre a previsão de fenômenos de tempo severo, e que avisos e alertas se complementam para apoiar a prevenção de desastres. Fonte: portal.inmet.gov.br.

O que vem a seguir

A cor do aviso indica o risco previsto. Ela não diz quanto a lavoura vai perder. O alerta da Defesa Civil, por sua vez, indica o que fazer em cada localidade. O produtor que se cadastra no 40199 e guarda o laudo técnico se prepara melhor para o próximo evento.

Como fizemos: Consultamos as páginas oficiais do Inmet e do Cemaden em 24/10/2026. Os canais da Defesa Civil vêm de reportagem do Estado de Minas (25/02/2026), porque não localizamos a página oficial. Não fizemos cálculo próprio. Não verificamos previsão de tempestades para 25/10, e ela não entra no texto.

Fontes