Interior

Onça se aproxima de sítio, e moradora deixa propriedade em Corumbá

Câmera flagrou felino perto da varanda; morador usou buzina para afastá-lo, e PMA orienta recolher animais domésticos e evitar lixo exposto.

Onça-pintada caminhando sobre solo arenoso diante de vegetação alta no Pantanal
Onça-pintada às margens do rio Três Irmãos, no Pantanal, em setembro de 2015; não é o animal avistado em Corumbá.Foto: Charles J. Sharp / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Uma câmera de segurança registrou uma onça-pintada se aproximando de um sítio em Corumbá (MS). A propriedade fica às margens da rodovia Ramão Gomes, que dá acesso à fronteira com a Bolívia. O novo avistamento foi relatado pelo G1 neste sábado (7).

Segundo o morador Gerson de Souza Alves, o animal avançou na direção dos cães da família, protegidos na varanda. Os moradores usaram uma buzina distribuída na região para afugentar felinos. A onça deixou o local depois de repetidas tentativas.

Família adotou rotina própria de proteção

Com medo de outro ataque, a esposa de Gerson foi para a casa da filha. Ela levou parte dos pertences e os cães. O morador permaneceu no sítio para cuidar dos demais bens, segundo seu relato.

Gerson afirmou que a família restringe a circulação externa a partir das 17h desde junho. O “toque de recolher” mencionado por ele é uma rotina de autoproteção. Não se trata de uma determinação oficial para moradores de Corumbá.

O relato também cobra uma resposta mais efetiva dos órgãos ambientais. O morador defende capturar e transferir os animais para áreas distantes. A reportagem reproduz orientações preventivas da Polícia Militar Ambiental (PMA), mas não apresenta resposta do órgão a esse pedido específico.

A distinção é importante porque afastar, monitorar, capturar e transferir são medidas diferentes. A buzina busca afugentar o animal sem contato físico. Já a captura exige atuação técnica e não aparece como medida confirmada neste novo caso.

Prevenção combina proteção dos animais e manejo do quintal Orientações da PMA reproduzidas pelo G1

Situação Orientação
Cães pequenos, médios e gatos Recolher à noite em local seguro
Alimentos de animais domésticos Não deixar ao ar livre após o anoitecer
Lixo e carcaças Evitar exposição e descarte perto das casas
Vegetação muito densa Cortar em terrenos próximos às residências

Fonte: Polícia Militar Ambiental, via G1. Elaboração: redação.

Prevenção começa antes do avistamento

A PMA recomenda recintos reforçados ou a parte interna da casa para animais vulneráveis. Cães de grande porte ou mantidos em grupos podem permanecer perto das residências, conforme a orientação reproduzida. Essa medida não deve ser confundida com incentivo ao confronto.

O lixo também merece atenção. A orientação é reforçar lixeiras, evitar restos nos quintais e colocar resíduos para coleta perto da passagem do serviço. Carcaças não devem ser descartadas em terrenos baldios ou próximo das casas.

O manejo do ambiente reduz abrigos disponíveis perto das moradias. A PMA orienta cortar vegetação muito densa e manter os lotes limpos. São medidas preventivas, não garantia de que uma onça deixará de circular pela região.

O que diz a Polícia Militar Ambiental: A corporação recomenda proteger animais domésticos, não deixar alimentos ou lixo expostos e remover vegetação densa perto das casas. As orientações foram publicadas pelo G1 junto com o novo relato de Corumbá.

Novo caso mantém segurança em aberto

Corumbá fica no Pantanal, onde a presença de onças faz parte do ecossistema. A aproximação de áreas habitadas exige proteção das famílias e resposta técnica para a fauna. O novo relato não informa ferimento em pessoas ou nos cães.

Também não há confirmação pública de captura ou transferência após esse avistamento. A próxima informação relevante será a posição dos órgãos responsáveis sobre a propriedade e o pedido dos moradores. Até lá, as recomendações preventivas continuam sendo a orientação documentada.

Como fizemos: Separamos os fatos registrados pela câmera, o relato de Gerson e as orientações da PMA. Organizamos as recomendações por tipo de prevenção. Não atribuímos ao poder público o toque de recolher citado pela família nem tratamos o pedido de transferência como decisão confirmada.

Fontes