Campinas tem 30 quedas de árvores e rajada de 84,7 km/h
Balanço até as 18h soma 36 ocorrências; Parque Oziel registrou 48 mm de chuva, e CPFL reconstruirá partes da rede elétrica.

Campinas (SP) registrou 36 ocorrências até as 18h deste sábado (7), segundo balanço da Defesa Civil divulgado pelo G1. Foram 30 quedas de árvores, uma queda de muro e cinco alagamentos. Dois deles atingiram vias públicas, e três atingiram imóveis.
A chuva acumulou 48 milímetros no Parque Oziel. Em Viracopos, uma rajada chegou a 84,7 km/h às 15h50. Às 18h, a Defesa Civil também mediu vento de 44,4 km/h. Os dados mostram a força do temporal em pontos e horários diferentes.
Árvores responderam pela maioria das ocorrências
As quedas de árvores representaram 30 das 36 ocorrências contabilizadas. Isso equivale a cerca de 83% do total. A comparação ajuda a entender por que a remoção de troncos e o isolamento de ruas concentraram a resposta municipal.
A Avenida Heitor Penteado teve o acesso bloqueado na altura do Kartódromo da Lagoa do Taquaral. Outro alagamento ocorreu no cruzamento das ruas Álvaro Miller e Barata Ribeiro. A Defesa Civil e a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) seguiram monitorando a situação. O trabalho conjunto acompanha novas ocorrências e organiza a resposta nos pontos afetados pelo temporal.
Quedas de árvores somaram cinco de cada seis ocorrências Balanço da Defesa Civil até as 18h de 7 de novembro
| Tipo de ocorrência | Quantidade | Participação |
|---|---|---|
| Quedas de árvores | 30 | 83,3% |
| Alagamentos em imóveis | 3 | 8,3% |
| Alagamentos em vias | 2 | 5,6% |
| Queda de muro | 1 | 2,8% |
| Total | 36 | 100% |
Fonte: Defesa Civil de Campinas, via G1. Percentuais calculados pela redação.
Chuva e vento tiveram picos distintos
A estação instalada na escola municipal do Parque Oziel registrou o maior acumulado informado. Os 48 milímetros indicam quanta água caiu sobre uma superfície. O dado não representa a média de toda a cidade.
Em Viracopos, a rajada de 84,7 km/h ficou dentro da faixa prevista pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O alerta de tempestade severa indicava ventos de 60 a 100 km/h. O aviso também previa até 100 milímetros de chuva por dia e possibilidade de granizo.
O temporal prejudicou a visibilidade de motoristas em um trecho da Rodovia Anhanguera (SP-330). A chuva e os objetos arremessados pelo vento também atingiram a rede elétrica. Não foi divulgado o número de clientes afetados nem prazo para normalização.
A CPFL informou que árvores de grande porte e objetos lançados sobre a fiação provocaram danos. Alguns trechos exigirão reconstrução de estruturas destruídas. Todas as equipes foram mobilizadas, de acordo com a concessionária.
O que diz a CPFL Paulista: As equipes atuam para restabelecer a energia com segurança e no menor tempo possível. A empresa orienta que ninguém toque em fios partidos ou galhos sobre a rede e pede que a população acione a concessionária e a Defesa Civil.
Alerta segue exigindo prevenção
O balanço municipal é parcial e pode aumentar com novos registros. Ele também não informa feridos, desalojados ou prejuízo financeiro. Por isso, esses efeitos não devem ser presumidos.
Enquanto durar o alerta, a orientação do Inmet é não buscar abrigo sob árvores e não estacionar perto de torres ou placas. A Defesa Civil atende pelo telefone 199. O Corpo de Bombeiros atende pelo 193.
Como fizemos: Somamos as 30 quedas de árvores, uma queda de muro e cinco alagamentos informadas pela Defesa Civil. Calculamos a participação de cada tipo no total de 36 ocorrências. Separamos acumulado, rajada e horário das medições para evitar comparações indevidas.
Fontes
- Quedas de árvores, alagamentos e falta de energia em Campinas — G1 (acesso em 07/11/2026)
- Aeroporto de Campinas, Viracopos — Wikimedia Commons (acesso em 07/11/2026)



